A comunicação virtual passou a fazer parte do dia a dia de todos nós e tornou-se uma forma muito privilegiada de contacto, permitindo-nos estabelecer ligação com quem quisermos e onde quer que nos encontremos. Graças às tecnologias de informação, temos possibilidade infinitas, assim as saibamos utilizar.

As consultas de psicologia não fugiram a esse progresso e começaram a constituir uma forma alternativa de se obter apoio psicológico e até de se estabelecer uma relação terapêutica verdadeira e genuína, já que não existem formas absolutas e exclusivas de nos relacionarmos positivamente com alguém. Foram muitos, e ainda são, os cépticos em relação a esta ferramenta de trabalho, negando as suas vantagens ou desvalorizando o seu impacto, mas o que é certo é que a experiência mostra-nos que as imposições relativamente a um formato único e rígido de atendimento ou um setting terapêutico que tem de obedecer a certas condições, acabam apenas por limitar todos aqueles que deste não podem beneficiar, assim como restringir ofertas diversificadas na relação de ajuda. Não se trata de substituir a relação presencial, nem tão pouco de comparar, mas de apresentar formatos diferentes para públicos também diferentes. Para além disso, a empatia entre psicólogo e paciente/cliente, tão essencial para o sucesso da terapia (ou de um simples aconselhamento pontual), não surge automaticamente só porque estes estão à frente um do outro em carne e osso. Tem mais a ver com as pessoas em questão e com a forma como comunicam e interagem entre si.

Os motivos que levam alguém a procurar o apoio online são diversos, desde os mais relevantes e prioritários como impossibilidade de deslocação por motivos de saúde ou geográficos, até aos que conferem maior conforto e comodidade como uma melhor gestão do tempo ou tão somente preferência por questões individuais. Por exemplo, as pessoas que são mais comunicativas demonstram continuar a sê-lo em frente a um ecrã, não interferindo na sua capacidade de se exprimirem e, por outro lado, as mais reservadas ou com mais resistências podem encontrar neste tipo de contacto uma maior facilidade em tomarem a iniciativa de procurar ajuda, já que esta está apenas à distância de um clique. Há também quem não se identifique de todo com o atendimento online ou que frise não se sentir tão à vontade e, nesse caso, existem sempre as sessões presenciais.

Importa dizer que, tal como nas sessões presenciais, as que são feitas online mantêm os mesmos critérios de sigilo e confidencialidade. Em termos legais, a psicologia online encontra-se devidamente enquadrada e é orientada pela Associação de Psicologia Americana e pela Sociedade Internacional para a Saúde Mental.

Nas sessões online dá-se preferência à videoconferência, por exemplo pelo Skype, por se aproximar mais do contacto real, já que o contacto visual permite-nos aceder à comunicação não verbal que é tão importante como a verbal. É também uma forma de comunicação muito mais rica comparativamente ao contacto telefónico ou email. Contudo, se por algum motivo específico, seja necessidade de absoluto anonimato ou receio de uma primeira abordagem, a pessoa não quiser a videoconferência, não se impede que se vá ao encontro dessa necessidade pois acredita-se que é preferível algum apoio, mesmo que seja menos completo, do que apoio nenhum. Posteriormente, com mais confiança e se a pessoa assim o quiser, pode-se passar, a qualquer momento, a outro tipo de formato mais enriquecedor. O importante é que cada uma se sinta confortável com a sua opção e isso é sempre respeitado.

Sejam bem-vindos ao Apoio Psicológico Online!

Ana Rita Dias

 

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